terça-feira, 4 de outubro de 2011

O MENINO VELHO EMIGRANTE

O MENINO VELHO EMIGRANTE

NASCE um menino
Gerado na confusão da miséria
Entre trapos, barracas e fome
Neste vale de lágrimas imundas

CRESCE um menino
Num ambiente de dor e morte
Sem amor, sem carinhos
Pois é esta a sua sorte

VIVE um menino
De mão estendida a quem passa
Pedindo que lhe matem a fome
E assim vai crescendo um homem

Um homem que bem cedo já é velho
Pelas agruras da vida passada,
Vai vender a estranhos o seu trabalho
Porque cá, a vida parece parada

Em busca do que cá lhe negam
Assim parte um homem sem maldade
Com a esperança de um dia encontrar,
Solidariedade, Amor e Fraternidade!

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